São Paulo – Empresas ao redor do mundo ainda ignoram as atualizações de Java, aponta um estudo da empresa de segurança Websense. O relatórioaponta que menos de um quinto dos computadores corporativos rodavam a última versão do software à época, a 7u25 – a atual é a 7u40.

A análise foi baseada em pedidos de atualização detectados pelo sistema Websense ThreatSeeker Intelligence Cloud, envolveu “múltiplas empresas” ao redor do mundo e foi feita entre 1 e 29 de agosto deste ano. E, entre outros dados, ela ainda revela que cerca de 40% das solicitações de update do Java vieram de PCs com a versão 6 instalada nos browsers.

Além de ser uma edição comprovadamente com brechas de segurança, o Java 6 SE teve o suporte descontinuado em abril de 2013 – e uma quantidade tão grande de computadores que ainda o têm instalado preocupa. E o perigo aumenta ainda mais graças à popularidade do plug-in: 83,6% dos navegadores nos PCs corporativos analisados o mantém Java ativo.

As brechas mais recentes do Java, que receberam os “nomes” CVE-2013-2473 e CVE-2013-2463, datam de junho deste ano. Ambas servem como porta de entrada para cibercriminosos e seus ransomware, por exemplo, que podem “sequestrar” uma máquina. Um exemplo de ferramenta que tira proveito dessas falhas do Java é o Neutrino Exploit Kit, que teve registrado um pequeno aumento no uso nas semanas em que o estudo foi feito pela Websense.

Problemas com Flash e o lado positivo – O Java, no entanto, não é o único esquecido pelas empresas. O plug-in Flash, da Adobe, encontra-se desatualizado em 40% dos navegadores nos PCs analisados pela empresa de segurança. Dessas, 25% das versões têm ao menos seis meses de idade, enquanto 20% têm um ano e quase 11% chega aos dois anos.

Mas o estudo da Websense ainda tem um lado positivo, por incrível que pareça. Se comparados com as análises divulgadas no começo deste ano, os dados apontam para uma redução no número de computadores com a versão 6 do plug-in – de 70% para 40% do total. Com isso, dá para ver que, de todas as “múltiplas” empresas analisadas pela companhia, ao menos algumas veem as questões de segurança com um pouco mais de urgência.

Fonte: http://info.abril.com.br/